Lugar remoto de mitos pessoais, onde se vivem e guardam as vontades na sua essência...

05
Mai 08

Ser ou não ser?!

 

O ser implica pensamento e acção. Pessoal e interpessoal.

Não podemos ser apenas o que pensamos, tão pouco apenas o que fazemos.

 

Estamos constantemente a analisar e avaliar aquilo que nos rodeia,questionamos-nos sistematicamente. Tentamos fazer com que tudo encaixe de forma harmoniosa, de forma coerente. Coerência pessoal. Se partirmos deste ponto, as soluções encontradas são as mais correctas, pelo menos na maioria das vezes.

 

Hoje percorri um dossier e revivi teorias, vontades, discussões, debates, noites e dias infindáveis em torno de pontos de interrogação - uma vida. Acabei por fazer uma selecção de temas, e decidi colocá-los aqui por tópicos. Um deles acho particularmente interessante - o terceiro. As minhas dúvidas, as respostas que pretendo encontrar, as respostas que me dão, o conhecimento que é nada mais que a verdade, constituem também a minha acção.

 

Passo a enumerar:

 

»O "ser" .

» Racionalidade Argumentativa.

» A fundamentação da verdade: via argumentativa/via demonstrativa.

» Os valores e a sua relatividade.

» Dimensões da acção humana e dos valores.

» Consciência psicológica: reconhece as nossas acções

» Consciência moral: avalia as nossas acções e a dos outros.

» Mundo sensível: A Sombra

» Mundo intelegível: Constitui a verdadeira realidade.

 

Quero descobrir o mundo,  atingi-lo, atingir-me.

 

Quem somos? O que pretendemos fazer?

 

 

 

 

 

 

publicado por mitho às 09:05

04
Mai 08

"Não importa onde tu paraste,

Em que momento da vida te cansaste

O que importa é que é sempre possível

E necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é renovar as esperanças na vida

E o mais importante é acreditar.

Sofre-se muito em períodos difíceis?

É aprendizagem.

É limpeza da alma.

Nessas alturas fechamos a porta até para os outros

Pois é!...

Agora é hora de iniciar,

De pensar na luz,

De encontrar prazer nas coisas novas.

Um emprego, uma profissão, um amor, um filho, um final de um curso tão desejado?

Quantos desafios…

Quantas coisas novas neste mundo.

Chega alto

Sonha alto

Deseja o melhor do melhor.

Se desejares o melhor

E principalmente lutares pelo melhor

O melhor instalar-se-á na tua vida

Afasta todas as coisas tristes e fica disponível para a tua nova vida e que ela se encha de grandes êxitos e oportunidades."

Estas foram palavras que li e me fizeram pensar em como damos tanta importância por vezes a coisas que apenas nos afastam do que realmente queremos.

Hoje estou cansada de mim, da minha instabilidade. Vou apagar-me e dedicar-me ao estudo de coisas concretas.

É um dia para esquecer.

publicado por mitho às 15:37

02
Mai 08

Disse Ulisses:

«E a augusta Circe dirigiu-me então estas palavras: ‘Eis portanto esta prova cumprida até ao fim. Tu, escuta tudo o que te vou dizer; aliás, um deus em pessoa te fará recordá-lo. Chegarás primeiro à terra das sereias (…), cuja voz seduz qualquer homem que caminhe para elas. Se algum se aproxima sem estar prevenido e as ouve, jamais a sua mulher e os seus filhos pequerruchos se reúnem em torno dele e festejam o seu regresso; o canto harmonioso das sereias cativa-o. Elas habitam num prado, e a toda a margem está cheia das ossadas de corpos que se decompõem; sobre os ossos desseca-se a pele. Passa sem te deteres; amassa cera doce com mel e tapa as orelhas dos teus companheiros, para que nenhum deles as possa escutar. Quanto a ti, ouve se quiseres; mas que sobre a tua rápida nau te atem as mãos e os pés, erguido junto ao mastro, e a eles te prendam por reias. E, se tu suplicares e instares a tua gente para que te soltem, que eles dêem nós ainda mais numerosos (…)»

(Odisseia, Canto XII, pp. 133, 134)

 

A Odisseia é uma obra clássica atribuída a Homero, considerado um dos maiores poetas de todos os tempos. À falta de informação fidedigna relativa à vida do autor, persiste a dúvida em relação à veracidade do facto de ter sido Homero quem a escreveu. Tal dúvida partiu do Pe. Aulignac (1664), que atribuiu a sua autoria a uma colectânea de pequenos poemas oriundos de autores anónimos que os cantavam na Grécia.

 

(Homero, Odisseia, 2.ª edição datada de 1988, Edição Anotada, Publicações Europa-América, Mem Martins.)

 

Nesta obra são relatadas as aventuras de Ulisses e das provações por que passou.

Optei por deixar aqui uma delas, a que eu faço frequentemente uma analogia face ao que nos rodeia. Muitas vezes há que nos amarrarmos ao mastro para não deixarmos que vozes encantadas, ou o silêncio do nosso próprio ego, nos seduzam para uma falsa ventura, como tão bem aconselha Circe.

publicado por mitho às 14:41

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